O açafrão, conhecido como o tempero mais precioso e caro do mundo, tem sido utilizado há milênios desde os tempos dos antigos egípcios até Alexandre, o Grande.
Sua produção exige uma colheita laboriosa, onde cerca de 170.000 flores são necessárias para produzir apenas meio quilo da especiaria, justificando seu valor de mercado de aproximadamente US$ 5.000 por quilo.
Embora não seja comum na dieta americana, o açafrão é um elemento básico na culinária iraniana e possui uma rica história de uso na medicina tradicional.
Além de ser um corante natural, a especiaria contém compostos bioativos poderosos – safranal, crocina e picrocrocina – responsáveis por suas propriedades medicinais, incluindo efeitos antioxidantes, anti-inflamatórios, antitumorais, antimicrobianos, anti-hipertensivos e antidepressivos.
Nos últimos anos, a ciência moderna tem investigado o potencial do açafrão como um tratamento natural para a depressão e ansiedade. Um estudo publicado no Journal of Affective Disorders em 2014 revelou que o açafrão, em tratamentos de curto prazo, é tão eficaz quanto a fluoxetina, um antidepressivo amplamente utilizado.
Além disso, uma revisão de seis ensaios clínicos controlados por placebo mostrou que a planta é comparável aos medicamentos antidepressivos tradicionais, sem os efeitos colaterais associados.
Outro estudo publicado na Frontiers in Nutrition, em 2020, explorou os efeitos do extrato de açafrão no humor, bem-estar e resposta ao estresse psicológico.
Os participantes relataram melhorias significativas na depressão e nas relações sociais, além de aumento da variabilidade da frequência cardíaca (VFC), um indicador de resiliência ao estresse.
A pesquisa também sugere que os efeitos antidepressivos do açafrão podem ser atribuídos às suas propriedades serotoninérgicas, antioxidantes, anti-inflamatórias e neuroprotetoras.
A revisão sistemática publicada na Alternative Medicine Review, em 2011, confirmou que tanto o estigma quanto as pétalas da planta são eficazes no tratamento da depressão, sendo comparáveis a medicamentos como fluoxetina e imipramina.
A enfermeira de família em Lakeland, Flórida, Lindsey Grych, em entrevista para o site Epoch Times Brasil - diz adotar uma abordagem holística e prescreve o produto a seus pacientes que não toleram bem os inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS) ou que buscam alternativas naturais. Segundo Grych, essa iguaria tem fornecido resultados consistentes e positivos, especialmente para depressão leve a moderada.
Os benefícios vão além da saúde mental. Tradicionalmente, ele tem sido utilizado na Ásia e no Oriente Médio para tratar uma variedade de condições, incluindo problemas digestivos, distúrbios menstruais, inflamações e problemas de pele.
A medicina ayurvédica, um dos sistemas médicos mais antigos do mundo, valoriza o açafrão por suas propriedades fortalecedoras da digestão, imunidade, saúde cardiovascular e reprodutiva, além de ser considerado um afrodisíaco.
Pesquisas modernas também indicam que a planta possui potencial na luta contra o câncer, na perda de peso, na melhora da libido e no tratamento da disfunção erétil.
Além disso, suas propriedades neuroprotetoras mostram-se promissoras no tratamento de doenças neurodegenerativas como o Alzheimer.
Historicamente, o açafrão sempre foi um símbolo de riqueza e sofisticação, utilizado por nobres e figuras históricas como Alexandre, o Grande, e Cleópatra.
Hoje, essa especiaria continua a fascinar, não apenas por seu sabor e cor vibrantes, mas também por suas capacidades terapêuticas. Estima-se que o mercado global de açafrão valerá cerca de 2 bilhões de dólares até 2025, refletindo o crescente interesse e valorização dessa iguaria única.
Fonte: Epoch Times Brasil
Foto: Canva
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